domingo, 11 de dezembro de 2011

Inegável


No teu corpo
Pousando sementes que outrora reservei
Em ti
Imaginando o azedo do peso e do afago trago enfim
Mas o enfim tão esperado repousa
Num sono profundo e inegável
Laçado nas ásperas vias por onde tive de caminhar
Ardendo conforme o tempo passa
Implorando socorro
Pedindo para que o próximo repousar
Escute as batidas de meu pulsar
E ao tentar rever suas bênçãos
Que caia em desespero
Para que eu possa ao Enfim me entregar.

Fernanda Carlos

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